Depois de muito impasse e discussão ocorridos nestes últimos três anos, a Anatel irá publicar até o final deste ano as diretrizes de regulamentação do mercado de operadoras móveis virtuais. Em inglês a sigla utilizada é MVNO (Mobile Virtual Network Operator). As Mvnos são empresas que alugam a infraestrutura das operadoras tradicionais, e através desta locação ofertam ao mercado novos serviços de telefonia móvel. Basicamente estas operadoras virtuais apenas trabalham no relacionamento com o cliente não tendo que investir em infraestrutura. Na sua grande maioria os serviços prestados por estas Mvnos buscam atingir um publico alvo especifico, ofertando serviços exclusivos e totalmente direcionados as necessidades deste público.Por ser um produto muito específico as operadoras tradicionais não tem interesse em investir no desenvolvimento de novos produtos direcionados, abrindo assim espaço para as operadoras virtuais. A primeira Mvno (Mobile Virtual Network Operator), surgiu em 1999 no Reino Unido através Virgin Móbile.Atualmente a empresa possui cerca de 5 milhões de clientes espalhados por oito países: Austrália,Canadá,França,Índia,Quatar,África do Sul,Estados Unidos e Reino Unido.Desde o ano de 1999 surgiram outras Mvnos espalhadas pela Europa entre elas podemos citar a Tesco Móbile (2ª maior rede varejista inglesa Tesco), o próprio Carrefour (uma das maiores redes de supermercados do mundo) e o correio Italiano com a Poste Móbile. No Brasil muitas empresas, principalmente as que atuam junto ao varejo, já demonstram grande interesse em se tornar uma operadora virtual. Grandes empresas como Carrefour e Pão de Açúcar já estão se preparando para oferecer aos seus clientes mais este produto com serviço diferenciado. Não é de hoje que o varejo vem investindo forte no desenvolvimento de novos produtos e serviços a fim de ofertar aos seus clientes. Pelo fato do varejo ter uma capilaridade muito maior que determinadas operadoras e atuar fortemente na fidelização junto aos seus clientes é muito provável que elas tenham sucesso na implantação de uma Mvno. Na última consulta pública realizada pela Anatel em Brasília as operadoras se demonstram desfavoráveis ao tipo de regulamentação proposta pela Anatel. A operadora OI alegou que o mercado ainda não está maduro suficiente para a entrada das Mvnos o que poderia inibir a sua entrada no mercado Brasileiro.Outro ponto levantando foi em relação ao custo das interconexões que continuará alta, e não trará benefícios de imediato aos consumidores. Já algum tempo eu utilizo o serviço de uma operadora virtual (Mvno) fora do Brasil, e tenho certeza que o consumidor Brasileiro sairá satisfeito com as novas tarifas propostas por estas novas operadoras. Existem casos que uma tarifa de uma operadora virtual é 50% mais barata que a tarifa praticada pela operadora de mercado. Por mais que as operadoras tradicionais estejam relutando quanto à entrada das operadoras virtuais, é sabido que todos sairão ganhando inclusive os consumidores. Enquanto as operadoras poderão voltar os seus investimentos na melhoria da sua infraestrutura para atender as demandas nas Mvnos , o varejo voltará as suas atenções na captação de novos clientes. Vamos ter que aguardar até o próximo ano para avaliar o impacto das Mvnos no mercado Brasileiro, contudo tenho certeza que se as operadoras tradicionais voltarem os seus investimentos na inovação tecnológica bem como na melhoria da sua infraestrutura e o varejo focar a sua atenção na captação de novos clientes, teremos grandes cases de sucesso no Brasil. Abcs Galves
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