Com a chegada das festas de fim de ano, os consumidores começam a se mobilizar e a correr atrás dos presentes. Porém, o trânsito, as filas e as ruas lotadas muitas vezes desanimam. Uma alternativa cada vez mais buscada pelos consumidores é a internet. Muitos usuários têm recorrido aos sites de e-Commerce para adquirir o tão sonhado presente de Natal dos filhos e de parentes, ou o presente do amigo-secreto do escritório. Porém, apesar da atmosfera festiva, os consumidores devem ficar atentos às fraudes e roubos de identidade.
A Brasscom – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação prevê que o e-commerce conte com uma base de consumidores próxima a 12 milhões de pessoas até o fim deste ano, apresentando crescimento de 40% até o ano que vem. Esta tendência pode ser confirmada por outro dado da associação, analisado pelo Índice Brasil de Convergência Digital: 70% dos consumidores considera o ambiente virtual seguro para realizar compras e transações bancárias.
Perfil
Segundo o IBCD, o e-consumidor da classe C será o grande responsável pelo aumento significativo das vendas pela internet. Isso é possível devido ao aumento do acesso à internet pelas classes populares por meio de lan houses, e pelo aumento das compras de computadores, que chega a 14 milhões de PCs. As mulheres já representam 50% dos consumidores, devendo superar o público masculino com as compras de fim de ano. Além das compras de DVDs, CDs e livros, que lideram as vendas realizadas por meio deste canal, também haverá aumento das vendas de MP3 players, TVs de LCD e de plasma, notebooks e impressoras.
Fraudes
Os grandes vilões do consumo com cartões de crédito em transações via internet são as fraudes bancárias e clonagens de cartões de crédito. De acordo com a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, o Brasil é o terceiro país em número de fraudes bancárias. O "roubo de identidade", que ocorre quando há roubo de dados bancários dos clientes e realização de saques, pagamentos e transferências entre contas correntes, correspondem a 9% dos clientes de bancos. Segundo estimativa do Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicações, em 2007, as transações em internet banking, cartão de crédito e de débito gerou um prejuízo de cerca R$ 300 milhões, o mesmo que no ano anterior.
De acordo com Hugo Costa, diretor da ACI Worldwide no Brasil, empresa líder mundial no fornecimento de software para meios de pagamento eletrônico, para aumentar o rigor na prevenção de fraudes, as instituições financeiras devem utilizar mecanismos de análise de comportamento das transações dos correntistas. O sistema identifica interações bancárias que não condizem ao padrão habitual do cliente e permite que os bancos contenham mais rapidamente uma arbitrariedade. Segundo o executivo, outras medidas utilizadas para evitar fraudes e clonagens de cartões é solicitar cartões com chip, que são mais seguros e com custo altos para clonagem, além de evitar fazer transações pelo e-Banking de computadores desconhecidos.