Katia Cecotosti
Com mais de 17 milhões de vendas feitas online somente em 2009, o e-commerce, ou o comércio eletrônico, deve passar por uma grande evolução no processo de compras. Com o surgimento da certificação digital, o setor se prepara para levar essa tecnologia que garante maior segurança nas transações, também para o consumidor final. Para Gerson Rolin, diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), a segurança no comércio eletrônico está entre as principais premissas da nova gestão eleita para o ano de 2009-2010 e o papel da certificação digital neste processo será fundamental.
“Uma das grandes bandeiras da Câmara para esta nova gestão é a certificação digital como documento eletrônico. Nossa visão é de que a economia digital é a base das riquezas atualmente de um país. Para se ter uma idéia, o Brasil é responsável por 50% de todo o e-commerce na América Latina. Isso nos coloca entre as maiores economias do mundo no que tange ao comércio eletrônico. E para fomentar ainda mais essa economia vamos trabalhar em cima da capacidade de gerar negócios eletrônicos seguros. Assim como na economia tradicional se assina contratos para efetuar algumas compras, também queremos trazer esse modelo para o comércio via web”, explica Rolin.
Entre as estratégias para disseminar este modelo de assinatura digital dentro do e-commerce e junto aos e-consumidores está a aproximação com órgãos públicos que já realizam processos com assinaturas digitais. “Nós da Câmara, já estamos discutindo este tema há anos. A assinatura digital em transações comerciais é um movimento sem volta, como já vimos em cartões de banco com certificação digital. Sem dúvida será uma migração suave, onde manteremos o acesso com login e senha e também com a assinatura digital até sairmos do modelo inseguro. Uma das estratégias será envolver os órgãos públicos na discussão e no desenho deste modelo, pois temos uma base bem representativa de declarações do imposto de renda realizado com certificado digital”, completa o executivo.
Na opinião de Rolin, o mercado varejista está mais receptivo quanto a adoção da certificação. “Temos feito um extenso trabalho de discussões e percebemos que o mercado tem começado a avaliar o assunto com mais interesse. A certificação digital agora começa a ter massa crítica e acreditamos que a adesão vai crescer ainda mais nos próximos 18 meses. Atualmente um dos associados que já utilizam a certificação nas suas transações eletrônicas é o AutoZ, portal da DPaschoal”, conclui.
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