A economia mundial
foi duramente impactada pela crise e uma das preocupações dos gestores de TI tem
sido enxugar gastos com adoção de alternativas criativas e ferramentas
especializadas. Esta redução impacta diariamente nos investimentos das empresas
em infraestrutura de TI e, segundo o Gartner, os valores devem apresentar
crescimento de apenas 2,3% em 2009. Diante deste cenário, novas tecnologias,
como virtualização e cloud computing, emergem como a possibilidade de salvação.
Segundo o relatório
da ESG denominado “The Impact of Server Virtualization on Storage”, 60% da
capacidade dos servidores é dedicada ao suporte de virtualização e este número
tende a subir próximo a 74% em 2009. Para acompanhar este crescimento, nada
melhor que sistemas flexíveis, que permitem conexões sem interrupção ou
latência, visto que as informações trafegam próximas aos aplicativos, sem a
necessidade de ocupar a rede da empresa, muitas vezes congestionada pelo uso
diário.
Em paralelo com a
"computação em nuvem", se destaca o conceito Open Storage, que é o armazenamento
de dados com código aberto. Mas qual é a vantagem desta tecnologia? Em primeiro
lugar, é impossível não destacar a grande capacidade de reduzir custos, visto
que a arquitetura de storage aberto é reconhecidamente de baixo custo em relação
aos sistemas proprietários. Uma arquitetura tradicional exige a aquisição de
storage, software, unidades de disco e controles de um único vendedor, o que
costuma ter preços elevados. Já o código aberto permite a utilização de qualquer
software e aplicativos.
Ao adotar o
conceito Open Storage, a empresa terá um custo inicial menor para montar sua
infraestrutura. Além disso, sua arquitetura não ficará presa a um fornecedor,
podendo assim inserir software e componentes que se encaixam às suas
necessidades. Ou seja, sua arquitetura terá uma escalabilidade para crescer no
futuro e se adaptar a novos processos, sem a necessidade de rever todo o
investimento em um storage proprietário. E esta vantagem emerge como ponto
crucial em um mundo virtual que exige cada vez mais armazenamento de dados,
visto que as aplicações dinâmicas da Web 2.0 geram milhares de novos dados
digitais por segundo.
Além de garantir
economia e permitir evolução, o conceito Open Storage ainda contribui com a
preservação do meio ambiente. Isso mesmo, uma empresa ao adotar este modelo de
armazenamento diminui o consumo de energia e as demais variáveis ambientais e
assegura uma política “Green IT” consistente. Para se ter uma ideia, um servidor
aberto de alta capacidade pode representar de 30 a 50% de redução de energia em
comparação com sistemas tradicionais.
Ainda representando
uma pequena parcela do mercado de storage, os sistemas de armazenamento baeados
em código aberto podem apresentar uma evolução mais ágil, já que seu
desenvolvimento colaborativo apresenta novidades diárias. Uma comunidade de
desenvolvedores cria e disponibiliza novas funcionalidades, visando soluções
adequadas aos serviços procurados pelo mercado. Este crescimento é realizado com
baixo ou até mesmo nenhum custo adicional, garantindo inovação constante, rápida
e não se limitando à marcas e fornecedores específicos de
soluções.
Assim como
investiram em infraestrutura moderna e hoje migram para a computação em nuvem,
as companhias devem aos poucos abrirem seus olhos para o Open Storage, que
compensa no bolso e na eficiência do armazenamento de dados da atualidade e do
futuro.
* Fábio Conti
Santos é gerente de soluções de Storage da Sun Microsystems