O mercado
de armazenamento externo na América Latina apresentou um crescimento de 2,4% no
terceiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período em 2008, dando
sinais de recuperação depois dos dois primeiros trimestres do ano afetados pela
crise econômica. Esta é uma das constatações do estudo ‘IDC LA Quarterly Disk
Storage System Tracker, Q3 2009’
sobre o segmento de storage realizado pela IDC, líder em inteligência de
mercado, consultoria e eventos para as indústrias de Tecnologia da Informação e
Telecomunicações. No Brasil, o setor movimentou aproximadamente US$ 58 milhões
no terceiro trimestre, -3,8% em relação ao mesmo período em 2008, mas registrou
crescimento de 61% em termos de volume comparado ao segundo trimestre de 2009,
com entrega de cerca de 8 petabytes. Os resultados do quarto trimestre, ainda
não consolidados, tendem a ser positivos e as perspectivas para 2010 e os
próximos anos são otimistas.
“A economia brasileira praticamente já saiu da crise. Entre os vários
indicadores podemos citar o aumento da oferta de emprego e o aumento no consumo
das famílias de menor renda apoiadas por programas sociais do governo”, diz
Waldemar Schuster, Analista Senior de Storage - IDC Latin América, destacando também as recentes notícias relativas ao Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014
e as Olimpíadas de 2016, e os incentivos do governo, através do corte de
impostos em determinados setores, como automotivo, eletrodomésticos e, recentemente,
material de construção e moveleiro, que fomentaram um otimismo com relação ao
futuro do país.
Diante deste quadro promissor, é prevista uma
retomada nas vendas do setor de storage. “A IDC observa como
tendência que o mercado de armazenamento externo comece progressivamente a
ganhar terreno, já que as empresas que vinham restringindo investimentos não
poderão continuar a fazê-lo por muito tempo, e num cenário mais favorável,
terão que adquirir tecnologia para sustentar de forma saudável as suas operações
para o novo ritmo do mercado que se vem desenhando”, comenta o analista.
De acordo com o estudo, no terceiro trimeste de 2009
os mercados verticais mais ativos foram Telecomunicações,
Governo, Serviços e Petróleo. A contenção de despesas e a busca pela
eficiência, com otimização de espaço e economia de energia, estão entre as
principais solicitações dos consumidores de armazenamento, e isso tem sido
observado pelos fabricantes. “Para alguns fornecedores de soluções, estes
conceitos já estão alinhados a estas demandas, como por exemplo, na
virtualização de servidores, desduplicação e armazenamento em camadas, onde são
utilizados discos de diferentes características e custos, para cada etapa do
ciclo da informação”, explica Schuster.